Muitas empresas têm um Data Warehouse que funcionou bem por anos, mas hoje sofre com custo de licença, janelas de carga longas e dificuldade de atender dados semiestruturados e IA. Migrar para um Lakehouse resolve boa parte disso — desde que a migração seja tratada como projeto de negócio, não só de tecnologia.
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TogglePor que migrar
- Armazenamento de baixo custo com formato aberto, sem dependência de um fornecedor.
- Uma única plataforma para BI, engenharia e machine learning.
- Escala elástica de processamento.
- Suporte a dados estruturados, semiestruturados e streaming.
Para entender as diferenças conceituais, veja Data Warehouse vs. Data Lake.
Roteiro em 6 etapas
1. Inventário
Liste fontes, tabelas, procedures, jobs de ETL, relatórios e usuários. Identifique o que é usado de fato: é comum encontrar grande parte dos objetos sem acesso recente.
2. Arquitetura alvo
Defina camadas (bronze para dados brutos, prata para dados limpos e integrados, ouro para modelos de consumo), padrões de nomenclatura, segurança e catálogo. A escolha de plataforma está em Microsoft Fabric vs. Databricks.
3. Estratégia por ondas
Evite o “big bang”. Migre por domínio de negócio (financeiro, comercial, operações), começando por um de valor visível e complexidade moderada.
4. Reescrita das transformações
Procedures e ETLs legados raramente devem ser copiados linha a linha. É a oportunidade de reescrever em SQL versionado e testado — veja pipelines com Airflow e dbt. Preserve o modelo dimensional que os usuários conhecem.
5. Validação e convivência
Rode o legado e o novo em paralelo e compare contagens, somas e indicadores-chave por período. Só troque a fonte dos relatórios quando os números baterem.
6. Desligamento
Defina data de congelamento do legado, migre os últimos consumidores e desligue. Sem esse passo, a empresa paga duas plataformas indefinidamente.
Riscos comuns
- Subestimar regras de negócio escondidas em procedures.
- Migrar sem testes de qualidade — veja qualidade de dados.
- Não planejar custo de processamento na nova plataforma — veja FinOps para dados.
Veja a arquitetura completa no Guia de Engenharia e Arquitetura de Dados.
Continue na trilha de Engenharia & Arquitetura de Dados
- Guia de Engenharia e Arquitetura de Dados: da ingestão ao Lakehouse (guia completo)
- Microsoft Fabric vs. Databricks: comparativo para arquiteturas de dados modernas
- Pipeline de dados resiliente: boas práticas com Airflow e dbt
- FinOps para dados: como otimizar e reduzir custos em ambientes de dados na nuvem
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